sexta-feira, março 26, 2010

A Mitologia Grega é minha puta!


Comprei no sábado e terminei na quarta. God of War 3 é mais do que um game... É uma catarse. O jogo é de uma excrotidão e de uma violência libertadora e tão caricata que dá a volta... algumas vezes, e deixa de ser pesado pra ser até cômico.

O game conta a conclusão da saga vingativa de Kratos, o fantasma de Esparta, atormentado pelos erros de um passado negro e querendo dar um fim a tudo... tudo mesmo... no final restará apenas o caos, em suas próprias palavras. Olhou torto, vai morrer!

Como simpatizar com Kratos, um cara que mata tudo que se move e não tem compaixão por quase nada? Simples, o resto da galera também não é flor que se cheire. Só tem filho duma égua entre Olimpianos e Titãs. E vai todo mundo pra vala... ou o Rio Styx. Kratos representa o nosso sentimento de baixar o cacete em tudo que esta de errado no mundo. Pense nisso a  próxima vez que um corno safado te cortar no tráfego e um círculo vermelho girando aparecer em cima da cabeça dele.

God of War 3 foi produzido pelo SCE Santa Monica Studio e dirigido por Stig Amussen (que trabalhou como animador no primeiro jogo), que teve o dever de trazer uma das franquias mais famosas da Sony para a atual geração. Façanha esta, muuuuuuito bem executada, já que God of War 3 é provavelmente o jogo mais bem feito da atualidade, rivalizando com Uncharted 2, Modern Warfare 2, Killzone 2 um alguns POUCOS outros.

Os gráficos são de uma competência cinematográfica. Um abuso do hardware do PS3. Os estágios em movimento em cima dos Titãs são pouquíssimos, mas são os melhores. O jogo abre com Kratos em cima de Gaia e não demora muito para o ex-deus da guerra e atual deus da joselitagem, enfrentar o primeiro olimpiano, Poseidon, numa batalha épica e vertiginosa, em cima da Titã.

O resto do jogo segue num ritmo variado, do mais calmo e explorador, resolvendo puzzles, ao mais alucinado, enfrentando tudo que a mitologia grega tem a oferecer, mais a pia da cozinha.


A história, diferente da do segundo game, é bem mais focada. Kratos só quer matar Zeus... e quem mais ficar no seu caminho. Para tanto, é necessário realizar certas tarefas, como a de resgatar a menina Pandora (talvez a única alma neste mundo por quem Kratos ainda nutre alguma afeição, por lembrar de sua filha), numa trama que mais uma vez envolve a famosa caixa.

Senti a jogatina mais curta que nos anteriores, mas não tirou a diversão. As outras dificuldades oferecem um fator replay, e quando você zera, ainda ganha acesso à vários vídeos de making of e a desafios, semelhantes aos do Batman Arkham Asylum.

É o fim de uma trilogia épica e por mais que a galera gostasse de um quarto, eu acho que tá bom por aí. A SCE Santa Monica Studio pode partir para outra, quem sabe, nova franquia de sucesso.

Ah, sim! E ainda é a melhor trilha sonora de games EVEEEEEERRRRRR!

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terça-feira, março 09, 2010

Albino, careca e furioso...



A galera que tem PS3 já deve estar curtindo nessas útlimas semanas o demo de God of War 3, aquele da E3 do ano passado. Já deu pra ter um gostinho da joselitagem em alta-definição. Na tela título um close no rosto de Kratos, extremamente detalhado e bem feito, olhando para você com uma fúria que parece que ele vai saltar da tela pra te rasgar ao meio se você não pressionar logo o start. E quando você pressiona, não há cortes. Você mergulha direto no jogo, mostrando o poder gráfico do game.

E depois de meia hora de sangue e vísceras... e mais vísceras... e tripas... e mais sangue, você finalmente se recosta no sofá, ascende um cigarrinho e pensa: "eu PRECISO ter este jogo!" E agora serão mais uns dez dias de espera angustiante até eu poder botar as mãos nele de fato.

Fiquem com o review logo abaixo.


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sábado, março 06, 2010

Comemorando!




Momento histórico da animação brasileira aconteceu num boteco pé-sujo aqui no Centro do Rio, quando pessoas de três estúdios diferentes (Labocine, 2D Lab, onde eu estou trabalhando, e Copa Studio) se reuniram para comemorar a vitória do Tromba Trem (do Copa) no Anima TV. Depois de um piloto foda (que pode ser visto AQUI por completo), eles foram um dos dois contemplados a ter uma primeira temporada completa. Um grande passo pro desenho animado no Brasil, e quem sabe, depois disso, o povão pare de achar que animador é recreador de festinha... porra!


Anyway... PARABÉNS , PARABÉNS FELIPE, PARABÉNS SOLDADO, PARABÉNS RAMON, PARABÉNS MAURÍCIO, PARABÉNS A TODOS QUE FIZERAM ESSA DIVERTIDA E DESPIROCADA AVENTURA!!!









Ahhh! E é claro, parabéns a galera do Carrapatos e Catapultas, que também mereceu muuuuuito a vitória. Não tava levando tanta fé assim, pois apesar de ter gostado pacas do piloto, achei que o júri iria achar a animação meio adulta, mas foi uma grata surpresa mesmo. Teremos aí duas séries foooodas para assistir, e totalmente nacionais.


E no meio do ano, estréia do Discovery Kids, My Big Big Friend, da 2D Lab (onde eu estou trabalhando), em parceria com a Breaktrough do Canadá. Fiquem de olho.


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domingo, fevereiro 28, 2010

Alguns novos rabiscos...

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E dessa vez são rabiscos mesmo. Sem tempo de fazer pinturas em Photoshop no trabalho e em casa eu só quero saber de comer, dormir e jogar. Mas na hora do almoço ou no tempo de espera de um render, eu faço alguma coisa no meu bloquinho... que DEVERIA ser para anotações, mas virou um mini sketch book. E pra instigar ainda deram lá, pra cada um de nós, um lápis col erase e um limpa-tipo.

Cliquem nas figuras para ampliar.

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quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Godmode novo e o retorno à Rapture


GODMODE


Godmode novo, falando sobre os jogos de survival horror. Tema muito apropriado pois recentemente eu coloquei minhas patas em Bioshock 2, que se encaixa mais ou menos no gênero.





Deixei a Capital Wasteland de lado um pouquinho para me dedicar a uma viagem submarina, que deve me prender pelo fim de semana todo.


Tava querendo comprar, mas o danado não chegava na loja, então eis que meus chefes viajam para Nova Iorque, pruma feira de animação infantil, e trazem alguns novos jogos de lá, Bioshock 2 inclusive, e deixam pelo estúdio para quem quisesse levar pra casa emprestado. Quando eu falo isso para os meus amigos de empregos normais, eles ficam com raiva... hehehehe!


Infelizmente minhas impressões sobre o game foram mornas. Gostei, mas acho que deveria ter gostado muito mais. Bioshock 2 deveria ter feito minha cabeça explodir, mas não fez. Ainda é do caralho. Voltar à Rapture é como estar em casa novamente. Dessa vez você esta na pele de um Big Daddy das antigas e a cidade esta nas mãos de uma louca comunista, que além dos splicers, também controla as Big Sisters


Mas o game perdeu o elemento de novidade. Os gráficos deram uma envelhecida, e tirando os personagens, os cenários não evoluíram em nada. A Unreal Engine anda mesmo precisando de uma nova versão. A história, pelo pouco que vi (ainda estou nas fases iniciais), continua te prendendo, mas é mais linear. O que eu mais gostei foi a sua relação com as Little Sisters, já que coletar adam não é mais tão simples. Você precisa matar outro Big Daddy, adotar a Little Sister e levá-la até corpos contendo o precioso líquido. Enquanto ela extrai, você tem que defendê-la de uma horda de famintos splicers. E acredite, por mais bem armado que você, um Big Daddy, seja, você ainda apanha, e muito, então, seja esperto antes de botar a menininha pra coletar gosminha de defunto e prepare seu terreno... Bioshock style! Hackear dessa vez não é um minigame chato pra caralho. Ficou mais fácil, mas em compensação não pausa o jogo, então fique de olho em turretas e câmeras, antes de chamar a atenção dos inimigos.


A grande novidade é o multiplayer, que ainda não experimentei, então melhor não falar nada. Assistam  ao review do Game Trailers abaixo.









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sábado, fevereiro 20, 2010

O lobo e a wasteland...




Não vou nem pedir desculpas pela demora pra atualizar, porque já virou rotina. Passei o carnaval como um bom nerd e fiquei jogando como um viciado Fallout 3 - Game of the Year Edition, um jogo tão pesado de conteúdo que faz o seu PS3 rodar como um PC velho.


Essa versão vem com todas as expansões e aquilo que já era bom, ficou ainda melhor. Já falei pelo meu amor a este rpg/shooter pós-apocalíptico aqui. Não custa dizer novamente: Fallout, eu amo você. Não há jogo mais imersivo do que este. É o meu WoW offline, minha jornada solitária pela Capital Wasteland (ou por Point of Lookout, ou The Pitt, ou Mothership Zeta, ou...). A melhor relação custo\benefício de um game, que pode se alongar por muuuuuuitas horas a mais do que apenas sua quest principal. O importante aqui é a jornada e a exploração.


Quem curte rpg, PRECISA jogar este. Fica aí a dica, junto à rasgação de seda. E que venha Fallout - New Vegas, ainda este ano, eu espero.












Ainda aproveitando o carnaval nerd, tirei um dia para assistir The Wolfman, o remake do cláááááássico filme de monstro da Universal. E como uma homenagem, ficou perfeito, pois mantém o climão de terror das antigas, mas com efeitos modernos e mais tripas, para mostrar pra essa geração Crepúsculo o que é um filme  de monstro para adultos.


Algumas pessoas acharam foda, outras acharam fraco, eu achei revigorante, nostálgico e divertido. Não é o filme definitivo sobre o tema, mas é uma volta às origens muito bem-vinda.


Eu só fiquei chocado... ou não, afinal isto é Brasil... de ver ver um pai com uma criança pequena levantando no meio da sessão para sair. Porra! Será que depois de meia hora de sangue e tripas ele percebeu que aquilo não era Alvin e os Esquilos 2? Enfim, pais retardados... o mundo esta cheio.


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sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Holocast e Godmode 2

Godmode

O Godmode,  episode 2 já saiu, pra quem ainda não baixou e também estreou o Holocast, podcast sobre Star Wars com os meus amigos Rafael e Daniel.

No Godmode eu e o Marcelo Dior falamos sobre games de rpg... mas somos constantemente atrapalhados por problemas de conexão ruim... então... foi mal aí, galera! Essas coisas acontecem... quando se mora nesse país de primeiríssimo mundo.

No Holocast a discussão também é sobre rpg... de mesa... sobre a saga do tio senil Lucas. E manda maravilhosamente bem, pois conhecem o assunto melhor do que ninguém.

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domingo, janeiro 24, 2010

Anima TV




Tá chegando nessa semana agora a estréia do Anima TV, que traz o piloto de várias animações brazucas, inclusive o sensacional Tromba Trem, dos meus amigos Felipe Tavares e Zé Brandão, lá do Copa Studio, e o Wilbor, que eu participei como animador quando ainda estava na Labocine. Confiram aí e prestigiem o trabalho da galera. Os horários seguem abaixo:





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quinta-feira, janeiro 21, 2010

Godmode

Godmode


Em homenagem ao macete universal de vida eterna nos jogos e resultado de um rápido brainstorm, nasceu o Godmode, podcast comigo e em parceria com o Marcelo Dior e publicado pelo site Terceira Terra. Divirtam-se, pois eu falo muita merda e não quis pagar de sabe tudo, jornalista profissional. É papo de boteco merrrrrmo.


Godmode


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sábado, janeiro 16, 2010

Ainda vivo...






... Mas bastante ocupado nos últimos dias. Depois do final de semana de festas do fim de ano, já tive que voltar ao batente, sem férias e de emprego novo, onde a ralação para entregar uma série animada é fooooda! Mas um ambiente muito legal para se estar se você é da área. Estou tendo poucas horas vagas para fazer aquelas ilustrações coloridas no Photoshop, mas espero voltar a elas numa folguinha qualquer.


De quebra, gravei um podcast com o Marcelo Dior do VTT, sobre games, que ainda não tem data para ir ao ar, mas é claro que eu aviso quando for.


Meu PS3 deu encrenca DE NOVO. Sorte por estar ainda na garantia do último reparo. Eu tenho mesmo um karma ruim. Provavelmente fui Hitler na encarnação passada e to pagando ainda a sentença.


Justo na hora em que comprei Borderlands. Do pouco que eu joguei, eu gostei bastante. O visual é diferente e atrativo, e o estilo FPS misturado com o elemento de RPG de pilhagem é muito gostoso. Não chega a ser um Fallout 3, mas até aí, nenhum jogo será, a menos que saia logo o Fallout 4.




De filmes, ainda não fui ao cinema depois de Avatar. Mas Sherlock Holmes e Contatos de Quarto Grau estão na fila.


Quero recomendar aqui, para todos que regulam com a minha idade, o longa animado Turtles Forever, que comemora os 25 anos das Tartarugas Ninja fazendo uma mistureba dos estilos em que elas nos foram apresentadas ao longo dos anos. Divertido, nostálgico e uma sincera homenagem.





E é isso pessoal! Beijundas!
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quinta-feira, dezembro 31, 2009

2010!!!!




2010 já vai começar comigo indo para num novo e promissor emprego. Então estou esperançoso de que seja um bom ano. Feliz ano novo, cambada! Get WAAAAAAASTED, mas não dirijam assim. Acordem na manhã seguinte vomitando, mas vivos.


Beijundas!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Ainda o rei do mundo...





James Cameron é o cara que de tempos em tempos aparece para dar um tapa na cara da indústria e mostrar como se faz um filme-espetáculo. Eu digo espetáculo, pois os pseudo-intelectuais cinéfilos que usam tênis verdes e idolatram Almodovar, podem achar um lixo o cinemão blockbuster. Não posso culpá-los, afinal energúmenos como Michael Bay (Transformers 2) e Stephen Sommers (GI Joe) ajudam a denegrir o bom cinema pipoca que nós nerds tanto adoramos. Maaaaaaaaaas, estamos falando de Jim Cameron, porra. O cara que abre o zíper na frente dos executivos da Fox, desenrola sua pica quilométrica, cravejada de Orcars, e consegue 400... QUATROCEEEEEENNNNTOS... milhões de dólares para sua nova investida nas telonas.


E o resultado deste investimento e 10 anos para desenvolver a tecnologia certa é Avatar... ou "Como a nova trilogia de Star Wars deveria ter sido!"... ou "Senta e aprende, Lucas!". Sabe quando você olha para alguma coisa tão embasbacante que só nota que sua boca esta aberta durante meia hora porque a saliva já secou?  Eu realmente não lembro de ter piscado durante os 161 minutos de projeção.


O filme foi feito para ser aproveitado ao máximo em I-MAX e em 3D. Infelizmente no Rio, este balneário safado que acha que pode sediar uma Olimpíada, e só tive acesso a segunda melhor opção... apenas 3D. O que o faz diferente dessa enxurrada de filmes em três dimensões que tivemos esse ano? Bem, pra começar que tem cópias legendadas, como a que eu vi. E segundo... bem, do momento que Jake Sully (Sam Worthington) sai de sua cápsula de animação suspensa e saímos de um lugar extremamente confinado para o interior enorme de uma puta nave espacial, percebemos a sensação absurda de profundidade.


O visual do filme talvez seja o dinheiro mais gasto em efeitos da história do cinema. O universo criado pelo tio Jim é excroooootamente real, detalhado e imersivo.O 3D faz você abanar os mosquitos do rosto. Pandora é um lugar vivo, multi-colorido, mortal e belo. A floresta durante a noite é uma rave. O próximo Universo Paralello poderia ser lá... valeria a viagem de cinco anos.


Jim Cameron chutou o pau da barraca com a tecnologia de motion... e emotion capture. Não é à toa que ele foi atrás da Weta de Peter Jackson para o trabalho. Os Na'Vi são mais reais do que Gollun... e multiplicado por milhares. A performance dos atores é capturada com perfeição e você esquece que esta olhando para "bonecos" digitais.  Aliás... você esquece que a floresta também é digital.


Mas tio, e a história? Bem, Uncharted 2 venceu o Video Games Award este ano como Game of the Year. E porque diabos estou falando de Uncharted? Porque Uncharted é um jogo de aventura de plataforma estilo Tomb Raider, que mistura shooter com cover como Gears of War e possui elementos de stealth como Metal Gear... ou seja,executa tudo aquilo que já foi usado antes, com extrema competência.


Na trama, o ex-mariner Jake Sullivan decide tomar o lugar de seu falecido irmão gêmeo no programa avatar, no planeta Pandora. O objetivo é usar corpos híbridos de humanos com Na'vi para diminuir o choque cultural entre os dois povos. Por trás do projeto está um conglomerado com propósitos escusos de minerar o planeta em busca de um metal valiosíssimo que poderia salvar a Terra de sua atual crise energética. Só que não é tão fácil assim quando se descobre que Pandora possui uma ligação muito especial com os seus habitantes (ou um cabo de USB bombado que sai do cabelo deles... hehehehe!). De que lado Jake vai ficar quando a merda atingir o ventilador?


Avatar é uma aventura clássica, mito do herói na veia, com elementos mais do que manjados, como cowboys versus índios, febre do ouro, humanidade filha da puta que não respeita a natureza, romances proibidos, tecnologia e ganância versus primitivos sábios. Já vimos filmes assim milhares de vezes. O segredo está em fazer bem feito. Mesmo sabendo o final, você curte a viagem e sente por cada personagem em tela. Isso, James Fucking Cameron sabe fazer, pois sabe que sem essa ligação com a história, você caga praquele bando de efeitos... OUVIU MICHAEL BAY? SEU FILHO DA PUTA QUE DESTRUIU TRANSFORMERS!


Bem, tenho toneladas de coisas a mais para falar, mas já são meia noite. Confiram aqui a crítica profissa de Érico Borgo, the man, no site do Omelete. E corram logo para a porra dos cinemas, seus lerdos. Avatar não é o filme do ano. É o filme da década... até Jim Cameron resolver fazer algo novo.


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sexta-feira, dezembro 04, 2009

Among Thieves


Comprei Uncharted 2 na época do seu lançamento em Outubro. Feliz da vida, lá estava eu, já um pouco depois metade do jogo, quando o Playstation 3 decide dar o seu piripaque supremo, os bips seguidos da luzinha amarela. Desesperado, levei pro conserto na loja de um amigo, pois diferente das três luzes do inferno do X360, esse problema tinha solução.

E foi um mês de sofrimento. Longe do meu bichinho, tendo crises de abstinência de games, quase apelando para drogas como os MMOs de computador. Só agora ele voltou e eu pude finalmente terminar a segunda aventura de Drake... e que aventura!


Uncharted 2 é fooooooda bagarai em todos os aspectos. Em termos gráficos, está sendo considerado o jogo mais bem feito desta geração, e eu tenho que concordar. A atenção aos detalhes nos cenários e nos personagens mostram que a galera da Naughty Dog fez o jogo com carinho, ou na base do chicote brabo da diretora Amy Henning.

O roteiro é um clichê bem feito, digno de um filme blockbuster, com a vantagem de poder se desenrolar por mais tempo. É como jogar um longa de ação. Aqui Drake vai atrás do mistério da frota desaparecida de Marco Polo, e a mítica cidade de Shangrila. Antigos personagens retornam, como Sully e Elena, e novas caras aparecem, como seu antigo parceiro de crime Harry Flynn e uma antiga namorada, Chloe Frazer, interpretada por uma musa dos nerds de séries de tv, Claudia Black (Stargate SG1, Farscape e Eclipse Mortal).

A diversão é garantida. Além de ter um modo campanha mais extenso que o primeiro game, Uncharted 2 também conta com um modo multiplayer muito bom e viciante. Tudo bem que jogar contra outras pessoas online não é o meu forte, afinal eu não tenho o mesmo tempo livre de um garotinho coreano de treze anos e eu apanho com facilidade. Mas os modos cooperativos são excelentes para reunir os amigos da PSN.


Kudos para o diretor de arte Erick Pangilinan, que reuniu uma galera de peso para os concepts. O dia em que eu desenhar metade do que esses caras desenham, eu fico feliz.


E agora já posso pegar e curtir Modern Warfare 2 mais relaxado. Até o próximo review amador... hehehe!

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domingo, novembro 22, 2009

Invaders must DIIIIIEEEEEEE!


Se alguém já se perguntou porque meu blog tem esse nome, eu digo que não foi por causa do filme com a Drew Barrymore, mas sim por causa da música do Prodigy, no álbum Fat of the Land. O grupo basicamente me apresentou o conceito de música cyberpunk, ainda no começo da década de 90, e desde então eu virei um fã dos caras.


(Chupado da Wiki) The Prodigy é uma banda britânica de música eletrónica, considerada uma das maiores referências de um sub-género desta, o big beat. Iniciaram a sua carreira em 1990, quando Liam Howlett, Keith Flint e Leeroy Thornhill se cruzaram num clube na cidade onde viviam, Essex e decidiram formar um grupo. A intenção era Keith e Leeroy ocuparem a posição de dançarinos, dando assim um contributo para que a música que Liam criava ganhasse vida em cima dos palcos. O primeiro concerto aconteceu no The Labyrinth em 1990, ao qual se juntou por divertimento Maxim Reality (no papel de MC), acabando por ficar até hoje nessa função.


Desde então a banda que começou a tocar em raves pelo Reino Unido tem realizado concertos em vários pontos do mundo, passando pelos principais palcos e festivais da Europa, Austrália e Estados Unidos, até aos destinos menos usuais, como Líbano, Indonésia e Malásia. A banda possui já anos de experiência, com altos e baixos, sendo o auge da carreira em termos comerciais quando o compacto "Firestarter" em 1996despontou na grande mídia. A par do compacto seguinte, "Breathe", "Firestarter" criou condições para que o terceiro álbum da banda The Fat of the Land fosse topo de parada em vários países (22 ao todo, na primeira semana seguinte ao lançamento) expandindo assim ainda mais a sua base de fãs. A banda já recebeu várias nomeações e prémios da indústria discográfica, no qual o destaque vai para Grammys e vitórias em várias categorias da entrega anual dos Prémios Europeus de Música da MTV.


Em 2000, Leeroy Thornhill abandona o grupo de forma definitiva, dedicando-se ao seu projecto Flightcrank e ao djing. A sua saída, só se fez sentir no espectáculo ao vivo, já que este nunca contribuiu para a música da banda.


Em 2004, lançam Always Outnumbered, Never Outgunned, álbum que não conta com os préstimos de Keith e Maxim nas vocalizações, tendo o mentor dos The Prodigy, preferido por convidar outros artistas, como a atriz Juliette Lewis, Liam Gallagher dos Oasis. O álbum não foi bem acolhido, quer pela critica quer pelos fãs, por possuir uma sonoridade electro, género que se viria a tornar popular pouco depois.


Em 2005, é lançada a compilação Their Law, The Singles, uma compilação que agrupa todos os singles da banda, excepto Fire e Babys Got a Temper. É lançado ao mesmo tempo um DVD, com o mesmo nome, que reune os videos da banda e uma atuação ao vivo de 1997 na Brixton Academy.


Em 2006, abandonam a sua gravadora de sempre, a XL-Recordings, e formam a sua própria editora, Take Me To The Hospital, que está indexada à Cooking Vinyl.


Em 2007 a banda deu alguns concertos sobretudo em festivais, em países como o Dubai, Portugal (Creamfields), Espanha e Bélgica, preparando o próximo álbum de originais.


O novo álbum, editado no dia 23 de Fevereiro de 2009, chama-se Invaders Must Die. O primeiro avanço de apresentação deste álbum, foi disponibilizado gratuitamente no site da banda e com um vídeo, apesar desta faixa, "Invaders Must Die" (que conta com a participação de James Rushent dos Does It Offend You Yeah?) não ser um single, já que não houve edição física do disco ou venda digital do mesmo. A faixa "Run With The Wolves" e a "Stand Up" tem a participação de Dave Grohl, (Foo Fighters, Nirvana). O primeiro single chama-se Omen (este tema na alemanha chama-se apenas O, devia a ameaça judicial de um grupo de eurodance dos anos noventa, chamado Magic Affair, já que estes tiveram um sucesso nos anos 90 com uma música intitulada de Omen III (pode ser ouvida no youtube).


O primeiro single do álbum Invaders Must Die foi Omen (Fevereiro 2009), o segundo Warriors Dance (Maio 2009) e o terceiro Take Me To The Hospital (Agosto 2009). (fim da Wiki)



Mas porque to fazendo esse post agora? Pois só agora eu catei aqui um show deles no Rock Am Ring, da MTV, na Alemanha, e trouxe de volta toda minha adolescência de revoltado. O Prodigy pra mim sempre foi the fucking supreme band de música eletrônica. Era o mais próximo que eu tinha de cyberpunk, além de Atari Teenage Riot, outra puta referência. Quero que a galera que lê o blog regularmente saiba de onde ele veio e o tipo de som eu escuto. Assisti o Prodigy ao vivo quando o Metropolitan ainda era Metropolitan, e os caras estiveram por aqui de novo em outras oportunidades que eu deixei passar por pura falta de grana. Ser pobre é uma merda!


Mas pra quem não conhecia (ou viveu numa caverna durante a década de 90) fica aí a dica. É pra dançar e bater a cabeça ao mesmo tempo. Liam Howlett... tu manda bem pra caralho!




I'm the trouble starter, punkin' instigator
I'm the fear addicted, a danger illustrated

I'm a firestarter, twisted firestarter
You're the firestarter, twisted firestarter
I'm a firestarter, twisted firestarter

I'm the bitch you hated, filth infatuated - yeeeaaaah
I'm the pain(t) you tasted, well intoxicated

I'm a firestarter, twisted firestarter
You're the firestarter, twisted firestarter

I'm the self inflicted, mind detonator - yeah
I'm the one infected, twisted animator

I'm a firestarter, twisted firestarter
You're the firestarter, twisted firestarter
I'm a firestarter, twisted firestarter


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